Uma breve história do movimento por Direitos Animais no Mundo

1822 – Lei de Tratamento Cruel do Gado

1824 – Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA) é fundada

1866 – American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA) é fundada

1877 – American Humane Association é fundada

1883 – American Anti-Vivisection Society é fundada

1891 – The Humanitarian League é fundada

1971 – Greenpeace (now International) é fundada

1976 – Animal Rights International (Henry Spira) é fundada

1977 – First International Conference on the Rights of Animals, Trinity College, Cambridge, England (organized by Andrew Linzey and Richard Ryder)

1979 – Coalition to Abolish the Draize Test (Henry Spira) founded

1980 – People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) founded

1982 – World Women for Animal Rights/Empowerment Vegetarian Activist Collective founded

  • 500 a.C. – Vegetarianismo na China

    Lao Tze, fundador histórico do Taoismo, advoga o vegetarianismo, o que influencia muitos monges hinduístas, taoistas e budistas. Sidarta Gautama, o Buda, foi também vegetariano.

  • Vegetarianismo na Grécia

    Inspirado por Mahavira, fundador histórico do Jainismo, o filósofo Grego Pitágoras, advoga o vegetarianismo por pureza e evolução espiritual. Plutarco, Porfírio, Ovídio, Empédocles, também discutiram sobre o consumo de animais mortos.

  • Vegetarianismo na Idade Média

    Apolônio de Tiana, Caio Musónio Rufo, Tertuliano, Clemente de Alexandria, São João Crisóstomo e outros franciscanos, afirmaram que a carne evitar a carne era uma forma de controlar os desejos pecaminosos.

  • Vegetarianismo no Renascimento

    Leonardo da Vinci criticou a forma cruel com que tratavam os animais, Michel de Montaigne escreveu ensaios sobre o tema e Marsilio Ficino descreveu as virtudes em ser vegetariano.

  • Vegetarianismo no Iluminismo

    No séc. 18 diversos pensadores passaram a questionar racionalmente a exploração de animais, como por exemplo Bernard Mandeville, Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Alexander Pope, David Hartley, John Oswald, George Nicholson, Bernardin de Saint-Pierre.

  • Pensadores criticam a crueldade

    No séc. 19 diversos pensadores passaram a falar sobre vegetarianismo como meio de evitar a crueldade animal como Joseph Ritson, George Nicholson, Percy Bysshe Shelley, Alphonse de Lamartine, George Bernard Shaw, Johnny Appleseed, Amos Bronson Alcott, Sylvester Graham, Lewis Gompertz, Thomas Forster, Amos Bronson Alcott, Ellen G. White, Gustav Struve, Georg Friedrich Daumer, Eduard Baltzer, David Friedrich Strauss, Arthur Schopenhauer, Wolfgang von Goethe, Johann Gottfried von Herder, Liev Tolstói, Jules Michelet, William Andrus Alcott, Henry Salt, Sylvester Graham, William Metcalfe, Eduard Battzer, Elisée Reclus, Howard Williams, Ernest Howard Crosby. Cresce o movimento de feministas-antivivisseccionistas.

  • 1ª Sociedade Vegetariana

    Funda-se a Vegetarian Society, em 1847. Em 1849 é lançado o primeiro livro de receitas sem produtos de origem animal, Filosofia de Cozinha para Vegetarianos, foi publicado na Inglaterra por William Horsell.

  • Boom das Sociedades Vegetarianas

    Em 1901, foi criada a primeira sociedade vegetariana na Rússia. Em 1905, foi criada a primeira Sociedade Vegetariana em Espanha. Em 1908, foi fundada, em Dresden, na Alemanha, a União Vegetariana Internacional e realizou-se o primeiro Congresso Vegetariano. Em 1911, foi fundada a Sociedade Vegetariana de Portugal.

  • Líderes vegetarianos

    Pensadores influentes advogam pelo vegetarianismo, como Mahatma Gandhi e Albert Schweitzer.

  • Fundada a 1ª Sociedade Vegana

    No Reino Unido, Donald Watson, Elsie “Sally” Shrigley e outras 23 pessoas, fundam o termo veganismo e a primeira sociedade vegana em Novembro de 1944.

  • Veganismo chega aos EUA

    Pós-Guerra Mundial, a criação intensiva de animais ganhou força. Ao mesmo tempo a Revista American Vegan Society chegou aos Estados Unidos pelo casal Dinshash. Em 1964 é lançado o livro Animal Machines de Ruth Harrison tecendo uma crítica as indústrias. O grupo Haunters Saboteurs começa a usar táticas de ação direta para prejudicar a caça.

  • Debate se fortalece no meio acadêmico

    Richard Ryder cunha o termo especismo e Peter Singer produz um best seller sobre a exploração animal, o livro Libertação Animal. Outros filósofos começam a aprimorar o movimento pelos Direitos Animais como Tom Regan, Henry Spira, James Rachels, Stephen R. L. Clark, Bernard Rollin, David DeGrazia, entre outros. Ações diretas contra exploração animal começam com o grupo Animal Front Liberation em laboratórios de pesquisa científica.

  • Lançada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais

    O cientista Georges Heuse faz uma proposta à UNESCO que visa criar parâmetros jurídicos para os países membros da Organização das Nações Unidas, sobre a proteção do bem estar dos animais. A declaração é feita em Outubro de 1978.

  • Boom em campanhas contra uso de peles

    As campanhas contra o uso de produtos com peles de animais ganha força. Em 1981 a organização Farm Animals Rights Movementes inicia a Conferência dos Direitos dos Animais, evento que reunia milhares de participantes.

  • Surge a primeira grande ONG vegana

    PETA

  • Vegetarianismo é associado à saúde

    A partir da década de 80, a consciência popular passou a querer uma vida saudável em contraposição à má alimentação. O vegetarianismo passou então a ser associado à saúde e dados cada vez mais concretos apontam a carne como causa de inúmeras doenças. Em 1987, John Robbins, publicou Diet for a New America: How Your Food Choices Affect Your Health, Happiness and the Future of Life on Earth.

  • Vegetarianismo é associado à preservação do meio ambiente e boom em campanhas de alimentação vegetariana

    O grupo Haunters Saboteurs começam a usar táticas para prejudicar a caça. Surgem as ONGs Vegan Outreach e Viva!, em 93 e 94, respectivamente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. O vegetarianismo foi encarado como parte do processo para a conservação dos recursos. Gary L. Francione sintetiza a abordagem abolicionista no veganismo se contrapondo aos movimentos de proteção animal que buscavam a regulamentação da exploração para redução gradual.

  • Movimento antivivisseccionista

    O grupo Haunters Saboteurs começam a usar táticas para prejudicar a caça

  • Primeiro livro interseccional

    Baseado no ecofeminismo de Marti Kheel, a ativista Carol J. Adams lançou o livro A Política Sexual da Carne, que relacionava a objetificação das mulheres à objetificação de animais.

  • 2000

    Grandes investigações e boom de documentários veganos

    ONGs começam a exibir graves violações dentro de indústria de exploração animal, movimento iniciado pela PETA e atualmente também feito pela Mercy for Animals e Animal Equality. A internet espalha o vegetarianismo e o movimento vegano passa a incomodar e despertar a massa. O veganismo chega à mídia com documentários como Earthlings, Fast Food Nation, Meat the Truth, Sea the Truth, Forks over Knives.

  • Leis para repressão do ativismo ambiental e pelos animais

    AETA 2006, HLS, SHAC, SHAC7

  • Grandes celebridades começam a se tornar veganas

Fonte: União Vegetariana Internacional (IVU)

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