50 anos sem Martin Luther King e o apoio de seus familiares aos Direitos Animais


Praticamente todo mundo já ouviu falar o nome de Martin Luther King Jr. por sua liderança na luta contra a desigualdade social no EUA, que inclusive lhe rendeu um prêmio Nobel da Paz em 14 de outubro de 1964. Há 50 anos ele foi assassinado por segregacionistas, mas suas conquistas ecoam e até hoje o fazem um dos maiores ativistas de todos os tempos, seu legado serve de inspiração para aqueles que lutam contra as desigualdades mundo afora.

Na internet é atribuída a Martin Luther King a seguinte frase:

“Nunca tenha medo de fazer o que é certo, especialmente se o bem estar de uma pessoa ou animal estiver em jogo. As punições da sociedade são pequenas comparadas às feridas em nossa alma quando olhamos para o outro lado.”

Mesmo não tendo sido encontrados registros que possam confirmar que foi ele mesmo que a disse, King se opôs a todas as formas de crueldade e violência contra humanos e talvez não tenha vivido tempo suficiente para estender seu círculo de compaixão, justiça e não-violência a animais não humanos.

Martin foi um ativista pela libertação humana, se colocando contra a pobreza e contra a guerra, e apesar de não ter lutado diretamente pelos animais era um adepto da não violência, princípio também usado no movimento pela libertação animal.

Após sua morte sua esposa Coretta King, também uma grandiosa ativista, continuou a lutar por justiça racial, econômica, pelo direitos das mulheres, pela dignidade dos homossexuais, por justiça ambiental e pelos direitos animais. Coretta estendeu sua luta por justiça a todos os seres sencientes, sendo vegana nos últimos 10 anos de sua vida.

Além de sua esposa, seu filho Dexter Scott King, também ativista, acredita que promover os Direitos Animais é uma extensão da lógica de não-violência que o pai pregava e por isto parou de comer animais, assim tem sido um ativista vegano dedicado aos direitos animais desde o final dos anos 80.

Confira abaixo uma frase dita por ele:

O veganismo me deu um nível mais elevado de consciência e espiritualidade, primeiramente porque a energia associada à alimentação mudou para outras áreas. Se você for violento consigo mesmo colocando coisas [prejudiciais] em seu corpo que violem seu espírito, será difícil não perpetuar essa [violência] em outra pessoa.

Ambos enxergaram que todas as lutas contra minorias oprimidas estão interligadas e que não é justo relativizar o sofrimento. Todos nós podemos fazer a ligação entre as opressões e recusar fazer parte das injustiças afinal, dor é dor.


Confira algumas cartas (em inglês) que pessoas enviaram sobre seus sonhos de liberdade aos animais ao The King Center, instituição que preza por uma mudança social não-violenta criada por Coretta e atualmente liderada por Dexter, clicando aqui.

Fontes: Vegetarian Times / One Green Planet

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