Ativista vegano vai às ruas e mostra pessoas se contradizendo, confira o vídeo


O ativista Vitor Ávila, nesta quinta (28), lançou um vídeo em que foi ao lado do Parque Buenos Aires, no centro da cidade de São Paulo, onde questiona algumas pessoas sobre a ética no consumo de produtos de origem animal e o porquê delas ainda comerem animais. Vitor, que escolheu o local de forma estratégica – por pessoas levarem seus cães para passear -, utiliza também uma excelente estratégia discursiva que é o método socrático, onde dialoga respeitosamente de forma a conduzir pessoas à um processo de reflexão sobre os próprios valores, algo que também faz na Anonymous For The Voiceless, organização que advoga pelos animais, e também atua nas ruas de São Paulo.

No vídeo, que traz o molde já feito por alguns famosos ativistas veganos fora do país – como é o caso de Earthling EdJames Aspey, Banana Warrior Princess e também do Humane Hancock -, ele faz perguntas sobre o consumo de cachorros na China e o consumo de outros animais aqui, revelando a contradição que há neste discurso que relativiza o sofrimento dos animais para o nosso prazer.

Segundo a descrição, a nova série de vídeos tem o objetivo de fazer os estrevistados se questionarem sobre os próprios hábitos e sobre os problemas do especismo, para dar argumentos para quem ainda não sabe muito bem como responder perguntas de especistas e também para mostrar que dá para conversarmos com as pessoas sobre esse tema de uma forma respeitosa e empática.

Confira abaixo o vídeo:

No vídeo Vitor aponta um problema comum em nossa sociedade: a contradição entre dizermos que somos contra a crueldade animal mas ao mesmo tempo sermos cruéis com os animais. Tal visão, moralmente relativista, é descrita pelo filósofo Gary L. Francione, fundadores da corrente abolicionista do veganismo, como esquizofrenia moral.

Este comportamento ainda é majoritário na sociedade, pois tanto na cultura e na religião quanto na ciência, é dito que animais de outras espécies são inferiores aos humanos. A isto é atribuído o nome de especismo. Diversos filósofos e outros pensadores da atualidade, percebendo que a inferiorização, instrumentalização e objetificação dos animais não é necessária para a nossa sobrevivência e nem justa com os animais, tem cada vez mais apontado a incongruências neste discurso, mas ainda há muita resistência, pois, apesar de não ser algo justo, explorar animais é bastante conveniente às pessoas e dá bastante lucro as grandes empresas, mas aos poucos, com a ajuda de ativistas como Vitor, isso está mudando, para o bem dos animais.

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