Documentário ‘Expedição Ao Interior De Pernambuco’ mostra a naturalização da exploração animal


Como as tradições no interior do Estado afetam os animais

O minidocumentário produzido pela youtuber vegana, Cecília Barbosa, do Bora Veganizar, mostra como é a exploração animal em Gravatá, Bezerros e Arcoverde, o que não é muito diferente dos demais estados brasileiros. Basta uma visita a algum familiar que mora no interior do país e verá a naturalidade com a qual se escolhe um animal que será morto para comemorar a visita que acaba de chegar, a mesma naturalidade que revelam sentir dó, mas confessam que alguém precisa fazer isso, se quer a carne na mesa. No entanto, amam seus cachorros e gatos e acham desumano a hipótese de que alguém possa comer esses animais.

A cultura do abate

O documentário aborda o processo de exploração que envolve o comércio dos animais nas ruas, a criação, transporte e abate. De acordo com dados levantados pelo documentário, 70 bilhões de animais são abatidos por ano no mundo, sem considerar o abate clandestino. Outro dado apresentado é o número de aves: 5, 5 bilhões, criadas em regime de escravidão, para consumo e para dar ovos. A inteligência da galinha, que tem capacidade de sentir empatia, ter conclusões lógicas e personalidades distintas, é ignorada pelos criadores, mesmo muitos afirmando que sentem dó e preferem terceirizar o abate ou vendê-las. Matar galinha faz parte da rotina da maioria das famílias do interior, e se tornou algo cultural, mas muitos afirmam que se não matarem, terão que pagar mais caro para o feirante.

 O comércio dos animais

O documentário mostra o comércio de Bodes na rua, como objetos. “A maioria foi separada da mãe poucos dias após o nascimento”, relata Cecília Bezerros. Entrevistados afirmam que matar o animal muitas vezes é uma tradição familiar.

Não percebem que estão comemorando a vida com a morte.

Outro ponto abordado pelo documentário é o açougue, onde os corpos de galinhas com ovos ficam expostos. Pessoas que trabalham nesses locais afirmam que não é o trabalho dos sonhos, mas não conseguem enxergar outras opções de trabalho.

 A produção dos derivados e transporte

Boa parte dos produtores de leite e seus derivados, tem dificuldade em associar o animal que eles amam com a exploração que esses mesmos animais sofrem.

A cultura da exploração é tão enraizada que ele não faz a conexão entre a vaquinha que ele ama e os bezerros que ele coloca à venda, relata no documentário a youtuber Cecília, ao se referir a um dos produtores da região.

Nas fazendas das regiões, os animais são marcados como produtos, sem contar as famílias que criam os animais sem nenhuma estrutura, no meio do lixo. O transporte dá seguimento aos sofrimentos, de acordo com um dos caminhoneiros entrevistados, os animais podem ficar em média 3 dias presos dentro dos caminhões, sem sair, muitos passam fome e outros morrem durante o trajeto.

Quando o animal cai é preciso dar choque para ele levantar, senão morre pisoteado pelos outros, conta.

Matadouro

Um dos matadouros mostrado no documentário, parece um cenário de guerra.

Quando os animais são descarregados já sentem o cheiro de sangue e sabem que vão morrer.

De acordo com pesquisas feita pela produção do documentário, dos 70 matadouros vistoriados em Pernambuco, apenas 11, depois de passar por grandes reformas, estariam aptos a funcionar, em apenas 4 deles foi constatada a presença de um veterinário para garantir o bem-estar dos animais.

Há esperança

De acordo com o documentário, as palavras mais ouvidas pelas pessoas entrevistadas foram Costume e Tradição. Segundo opinião da autora Cecilia Barbosa, essas pessoas que comem e exploram os animais, não são ruins, apenas fazem porque aprenderam assim, ainda não despertaram e muitas nem ouviram falar de uma maneira diferente. Cecília perguntou aos entrevistados se já haviam imaginado ficar sem comer carne, muitos responderam sentir pena, mas que “o ser humano é assim mesmo”. De acordo com a produção, a transformação começa com pequenas atitudes.

Precisamos estimular a mudança no padrão de consumo e dar incentivo à indústria para que a mudança aconteça.

Confira o vídeo na íntegra:

 

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