Henry Spira

Henry Spira (19 de junho de 1927 – 12 de setembro de 1998) foi um ativista Belgo-Americano pelos Direitos Animais.

Eu sua biografia Ethics Into Action: Henry Spira and the Animal Rights Movement (Ética em Ação: Henry Spira e o Movimento dos Direitos Animais) escrita pelo filósofo Peter Singer foi nomeado como o ativista mais efetivo do moderno movimento pelos direitos animais.

Spira nasceu na Bélgica e sua família se estabeleceu em Nova York aos 13 anos para escapar da perseguição nazista aos judeus. Serviu no exército americano, trabalhou em uma linha de montagem de automóveis da General Motors e lecionou literatura inglesa em uma escola de ensino médio no gueto de Nova York. Mas sua principal ocupação a partir dos 16 anos era navegar na marinha mercante americana. Como marinheiro, ele lutou pelos Direitos Humanos contra a então união marítima americana e foi expulso da marinha. Durante as décadas de 1950 e 1960, Spira escreveu para o jornal socialista The Militant, e outras publicações de esquerda e alternativas, geralmente sob o nome de Henry Gitano. Embora ativo em direitos civis, ele cruzou o FBI, que o colocou sob vigilância.

Somente quando Spira atingiu seus quarenta anos ele despertou para a exploração dos animais depois que alguém lhe deu um gato para cuidar e após ler o artigo, escrito por Peter Singer, Animal Liberation (Libertação Animal), na New York Review of Books, em 1973. Contemplando seu companheiro felino, Spira se perguntou por que as pessoas cuidavam de alguns animais enquanto enfiavam um garfo nos outros.

Spira era mais pragmático que filosófico, já que fazer as coisas era primordial para ele. Suas táticas consistiam em estabelecer uma meta viável relativamente pequena, reunir ativistas com diversos conhecimentos especializados, estudar o problema de todos os ângulos, especialmente do ponto de vista de seu oponente, e entrar em discussões construtivas com seu adversário sempre que possível. Então, quando Spira se preparaou, ele apresentou sua meta para uma campanha até que ele vencesse.

Em 1974, fundou a Animal Rights International (ARI) em um esforço para pressionar empresas que usavam animais. Ele é creditado com a ideia de “vergonha reintegradora”, que envolve encorajar oponentes a mudar trabalhando com eles – muitas vezes em particular – ao invés de difamar em público. O sociólogo Lyle Munro escreve que Spira fez um grande esforço para evitar o uso de publicidade para envergonhar as empresas, usando-a apenas como último recurso.

A primeira grande batalha pelos animais de Spira começou em 1976 com o Museu de História Natural de Nova York. O laboratório do museu estava experimentando gatos, aparentemente para aprender sobre o comportamento sexual, mas, de acordo com Spira, estava simplesmente os mutilando. Seu grupo manteve uma campanha de pressão sobre o Museu para impedir a pesquisa. Finalmente, um ano depois e depois de muita publicidade, o laboratório fechou. A campanha foi aclamada como a primeira vitória americana dos animais contra a vivissecção.

Com base nessa experiência, ele enfrentou a Revlon, a gigante da indústria de cosméticos, e seu teste Draize. O teste supostamente avalia a segurança de preparações comerciais para humanos, pingando gotas das substâncias nos olhos de coelhos que estão presos em prateleiras. Um destaque da campanha foi um anúncio de jornal de página inteira, um dos muitos na carreira de libertação animal de Spira, colocado no New York Times, exclamando “Quantos coelhos Revlon cega por causa da beleza?” Eventualmente Revlon admitiu seu erro e abriu um fundo de centenas de milhares de dólares para explorar alternativas ao teste de Draize. Outras empresas de cosméticos contribuíram para parecer boas. Graças à Spira, as melhores empresas de cosméticos agora imprimem “não testados em animais” em seus produtos.

Spira enfrentou outras corporações aparentemente inflexíveis, incluindo a Avon, a Procter & Gamble e as indústrias de aves e fast food. Ele também atacou um regulamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que exigia que todo bezerro importado do México fosse marcado a ferro na cara; o departamento deixou de fazer isto logo depois.

Spira era um ativista de libertação animal altamente eficaz, mas ele era pessoalmente modesto. Ele não buscou status ou dinheiro para si mesmo e trabalhou para animais de seu apartamento desordenado em Nova York. Ele optou por ficar sem o pessoal e financiamento das grandes organizações regulares de proteção animal.

Hoje, grupos bem financiados de ativismo pelos animais fazem algumas melhoras para os animais, mas em meados dos anos 1970 até o final dos anos 90, muitas das vitórias mais impressionantes do movimento foram alcançadas em grande parte por um cara com um orçamento minúsculo trabalhando em seu apartamento.


Traduzido do site Animal Ethics: http://www.animalethics.org.uk/i-ch6-9-spira.html; do site Vegan: https://www.vegan.com/henry/; e também da Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Spira


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