7 coisas que acontecem com o corpo de quem come carne


Independente de como escolhemos viver no nosso dia a dia e o que colocar dentro de nosso corpo, existem consequências; a qualidade e o impacto delas na nossa saúde é que se mostra ser o diferencial. Confira algumas das coisas que costumam acontecer com as pessoas que escolhem comer carnes (caso queira, clique nos títulos para saber mais):

1. Maior Exposição à Compostos Cancerígenos

Tanto carnes cruas quanto processadas apresentam compostos químicos que são perigosos para a saúde humana e para o meio ambiente, como metais pesados ou dioxinas. Existem algumas recomendações para diminuir a exposição aos mesmos, sendo algumas delas o cuidados na temperatura de cozimento ou restringir quantidade consumida; mas, entre escolher comer algo com potencial cancerígeno ou algo saudável, como frutas e vegetais, não há dúvidas sobre a segunda opção, que também é sugerida como paliativo contra os efeitos adversos das carnes. Mesmo aqueles que optam por uma dieta vegetariana, a simples proximidade com a fumaça de churrascarias pode aumentar seus riscos de câncer, pois os gases também são cancerígenos.

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2. Crescem os Riscos do Mal de Alzheimer

O excesso de colesterol no corpo humano pode trazer diversas complicações; o entupimento de artérias na região cerebral, por exemplo, é associado com a perda das capacidades cognitivas e mentais dos portadores do mal de alzheimer. O colesterol oxidado (oxiester), que tem efeitos mutagênicos, pode acabar chegando ao cérebro em si. Sua presença pode começar processos de inflamação dentro do orgão anos antes da doença começar a mostrar sinais como a perda de memória. Na dieta, é encontrado apenas em carnes e produtos de origem animal, pois plantas não tem colesterol.

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3. Crescem os Riscos de Diabetes

Foi observado que, a cada 50g (como 1/4 de peito de frango, por exemplo) de consumo de carne diário, há um aumento de 8% nos riscos para a doença. Gorduras saturadas, presentes em abundância em carnes, podem ser extremamente maléficas e mesmo mortais para as células produtoras de insulina (veja mais), o que não é verdadeiro para as gorduras de abacates e nozes, por exemplo. As causas sobre o que há na carne que causa o efeito ainda são discutidas, podendo estar relacionadas aos químicos, gordura saturada, colesterol… etc.

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4. Ganho de Peso

O senso comum normalmente diz que tanto a dieta quanto os exercícios físicos são igualmente importantes para o controle do peso. Ambos realmente tem influência, mas a afirmação que ela se mostra igual é equivocada (veja aqui); o que se decide comer é mais importante. Carnes em especial tem sido consideradas como fator decisivo na manifestação da obesidade. Mesmo com controle de calorias, quando comparada com calorias provenientes de vegetais em igual quantidade, o ganho de peso daqueles que consumiam carnes, principalmente frango, é sempre maior.

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5. Inflamação

Inflamações em orgãos são contextos propícios para a proliferação de cânceres e desvio do comportamento normal do organismo. Algumas substâncias presentes apenas nas carnes de animais não-humanos (por exemplo, a Neu5Gc) são como gatilhos para inflamações que acabam por permitir que cânceres cresçam com maior velocidade. Humanos não tem capacidade genética para a produção de tal substância, que entra em contato com o nosso corpo através da alimentação onívora (veja mais aqui e também aqui).

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6. Problemas Cardíacos

O consumo de carnes e produtos de origem animal é sabidamente associado à problemas de pressão, arteriosclerose e ataques cardíacos; suas origens estão nos maus hábitos, portanto, seu tratamento também deve interferir neste sentido. Tratamentos à base de drogas e remédios podem causar efeitos colaterais, enquanto mudanças em favor de um estilo de vida mais saudável trazem apenas benefícios. Populações que tradicionalmente se alimentam de dietas vegetarianas estritas não demonstram casos (ou, se demonstram, são singulares) de problemas cardíacos, como na África e China rurais.

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7. Cresce o Risco de Morte Precoce

A conclusão maior realmente é que, em geral, aqueles que consomem carnes tem um risco de mortalidade maior do que aqueles que não comem; e a razão não é na possível falta de vegetais que são “substituídos” por ela, mas sim a própria carne em si. Ainda assim provado, a substituição por proteínas vegetais como das nozes, por exemplo, demonstra efeito protetor sobre a longevidade, não pela proteína em si, mas pela bagagem que a acompanha.

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As informações desta lista foram retiradas das compilações de estudos feitas pela organização sem fins lucrativos Nutrition Facts. Michael Greger, seu fundador, disponibiliza gratuitamente através dos mais de mil e quinhentos vídeos lançados até então no site e em seu canal do youtube as mais recentes atualizações científicas sobre nutrição e vida saudável. Apesar do site em si estar disponível apenas em inglês e espanhol, o conteúdo da maior parte dos vídeos contém legendas em português.

Recentemente o livro “Comer para não morrer” do médico, foi lançado em português aqui no Brasil pela editora Intrínseca.

Confira mais sobre Nutrition Facts:

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